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sexta-feira, 4 de março de 2011

A "terra prometida"

Aiii, é tão gostoso poder dar boas notícias a vocês!
E essa, ao mesmo tempo que é "uma benção" é também um desafio!
Mas, chega de explicações e vamos ao que interessa...


Vocês lembram deste lugar?
Logo que cheguei aqui, em janeiro, estive visitando o nosso trabalho em um village próximo ao Lago Rosa. Para (re)ler esta experiência, clique aqui.
O local é bem distante da cidade, fica em uma região deserta (sem energia, água encanada...). Lá, Juliesbertina- uma senegalesa que, junto a nós, tem dedicado sua vida em favor do seu povo- mora e desenvolve um trabalho com mulheres e crianças. Diariamente ela alfabetiza cerca de 38 crianças em uma salinha minúscula (esse número só não é maior pela falta de espaço, e o sol muito forte impede-a de dar aulas ao ar livre), prepara o lanchinho...além disso desenvolve um trabalho semanal de recreação, histórias e musiquinhas com cerca de 180 crianças (também com lanchinho).
Porque eu estou contando isso? Porque os sonhos e projetos da nossa equipe não terminam por aí!
Queremos construir um local maior para a sala de aula; Desenvolver um trabalho ambulatório e de nutrição para a população do village; Fazer uma horta, galinheiro e outras fontes de alimento e recursos, dentre outros projetos...Esse sonho existe há muito no coração de cada membro da nossa missão, viemos orando há um bom tempo.
E, como nosso Deus é MA.RA.VI.LHO.SO, recebemos essa semana- do chefe do village- um terreno para realizarmos nosso trabalho!!!
O espaço é pequeno para tudo o que queremos, mas já é o começo de tudo o que Deus tem pra fazer!
Recebemos a terra o terreno prometido!!! Agora, mãos a obra!!!
Começaremos imediatamente as construções provisórias, enquanto oramos por mais um pouco de terra, obreiros e recursos financeiros.
Não é animador?! Estou ansiosa por colocar a mão na massa!

Obs. A foto acima não foi escolhida por acaso. Ela foi tirada em outubro do ano passado, em um momento de oração em uma duna de areia onde podíamos enxergar quase todo o vilarejo. Estávamos orando justamente pelo projeto e pela benção que, agora, recebemos!

Com amor (e alegria),
Sá

sábado, 15 de janeiro de 2011

Caminhando ao Salvador


Faz tempo que queria contar uma história super interessante, mas sempre ia proscrastinando. Talvez porque a história ainda não tivesse chegado ao fim...

Nesse natal recebemos a visita de duas pessoas muito diferentes em nosso culto: o que se chama aqui de Mbay Fall (Pai Fall) uma confraria do Islã, discípulos do Pai Fall. São diferenciados em tudo, maneira de vestir, amuletos. Não praticam os ritos de orações e jejum dos muçulmanos e vivem "sem lei" e sem regras, mesmo as religiosas, pois são considerados como que "separados". Isso é que se vê com os olhos naturais, mas não o que sentimos quando somos confrontados com eles nas ruas. Um povo rejeitado, evitado.
Um deles é pai de um dos rapazes, ex- menino de rua. Ele foi um dos primeiros cristão nos anos 80, mas abandonou a Igreja pela perseguição que sofreu. A esposa o abandonou com os filhos, e ele voltou para a escola corânica onde, segundo ele, seria um refúgio. Ninguém o perseguiria alí. Levou sua Bíblia e toda noite lia para todos os seus colegas. Ele diz que se tornar um Mbay Fall foi a forma que teve de não praticar os ritos do islã, e ainda assim não morrer. Orem por ele. Um dia podemos falar mais de sua história.
Eu estava profundamente emocionada (e surpresa, confesso!) com aquela cena. Primeiro por ter visto a alegria do menino ao encontrar seu pai depois de tantos anos. Sua mãe o abandou para que não tivessem contato com o cristianismo, mas depois de todas as "voltas da vida" ele também conhece a Jesus e, como uma dádiva, reencontra seu pai.
Hoje, janeiro de 2011. O outro Mbay Fall que veio ao culto junto ao seu "companheiro", que nunca tinha ouvido o Evangelho, nos procurou para contar que depois daquele dia ele sonhou com a mão de Jesus cravada na cruz, viu os pregos e o sangue de Jesus vertendo.
Durante alguns dias ele ficou pensando no que ouviu, na oração, e no sonho que teve, e hoje perguntou ao Bruno: Como posso seguir a Jesus? Os dois caminharam até o Salvador e ele entregou sua vida a Jesus.
Regozigem-se conosco! Deus está revelando, formando seu Filho nesse povo, para que estejam diante do Trono louvando o nosso Rei do reis e Senhor dos senhores.

Toda glória e honra ao nosso todo poderoso e muito amoroso Salvador de todas as nações!

Obs1: Esse post é uma "parceria" com a Sirlene (colega de ministério). Ela havia escrito a respeito e eu apenas "adaptei"- acrescentando alguns sentimentos e pontos de vista.
Obs2: Na foto, o cara em pé é o pai do menino, no qual eu falei. O Mbay Fall ao lado é o que sonhou com Jesus.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Nas águas


Sei que estou em débito com vocês. Mas, graças a Deus, tivemos muito trabalho neste final e início de ano. O ano de 2010 se foi com gostinho de vitórias pra mim, e 2011 já entrou lançando seus desafios e expectativas.

Já começamos o ano com uma linda celebração entre a igreja de Dakar (com a qual tenho participado mais ativamente) e a igreja de Thiés (cidade próxima)- que é parte de nosso ministério aqui. Passamos o dia juntos, realizamos alguns batismos, festejamos, comemos, cultuamos, e ceamos. Foi uma experiência incrível para mim.

Enquanto olhava (e fotografava, claro!) o batismo- e era dia 2 de janeiro- fiquei a pensar: somos realmente loucos! Tá certo que essa “tradição” não é comum aqui no Senegal, mas há um dia atrás muitos estavam- vestidos de branco- pulando ondinhas na praia, e hoje, nós estamos aqui “mergulhando” nestas ondas.

Além de todo o significado do batismo, e de toda a dificuldade espiritual e cultural do país- que já tornam este momento emocionante- a água foi o elemento que mais me chamou a atenção. Na Bíblia a água aparece como símbolo do Espírito Santo: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Ele falava isso se referindo ao Espírito Santo, que mais tarde receberiam os que Nele cressem".Jo 7.38-39

Fiquei, ainda, por alguns dias encontrando diversos textos e meditando nesta preciosidade que é estarmos imbuídos no Espírito de Deus. Desfrutando deste refrigério. Saciando a minha alma e vendo todo o efeito que esses rios podem e devem fazer a medida que fluímos neles e deixamos com que eles fluam através de nós.

Para completar, no final desta semana estive enferma (provavelmente intoxicação alimentar), o que gerou em mim a tal desidratação. A falta de água em nosso corpo redunda no mal funcionamento de nossos órgãos, enfraquece, debilita, somatiza dores...(essa definitivamente não é minha área, então, cito apenas o que vivenciei). Da mesma forma, a falta da água viva em nossa alma nos torna débeis e fracos. Somatiza dores físicas e emocionais, sentimentos contrários...

Escolhamos viver imersos, envolvidos pela vida. Pela água viva. Bebamos. Fluamos.

“mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna".João 4:14

sábado, 6 de novembro de 2010

Pensando na vida, cumprindo a missão


Há uns dias atrás, um amigo me pediu para falar sobre missão de vida. Fiquei pensando em como respondê-lo sendo o mais verdadeira e menos teórica possível, afinal, de teorias e definições para "missão de vida" a internet está cheia. Não queria ser apenas mais um número, até porque não sou tão boa assim em palavras e nessa eu sairia perdendo.
Mas, arrisquei rascunhar minha opinião, levando em conta a inenarrável alegria de sentir-me alinhada ao que eu acredito ser a minha missão de vida (isso não significa que eu esteja perto de concluí-la).
Como estudante de Marketing que fui, aprendi que a Missão tem a ver com o que nos propomos a fazer e a quem. E, para mim, esta é a chave: PARA QUEM.
Trabalhar com meninos em áreas de risco é honrável. Servir de ferramenta para reinserí-los na sociedade também. Mas, não seriam o bastante para me fazer sair de casa, deixar o conforto, renunciar minha cultura, idioma, estilo de vida, comida, e váááárias outras coisas (até porque necessidades existem em todos os lugares). Mas, fazer a vontade Daquele a quem eu amo e que me ama acima de todas as coisas, isso sim me traz convicção, motivação e todos os "ãos" necessários para a formação desse ideal, dessa missão.

Ele me perguntou também sobre "minha bagagem". Voltando ao Brasil, o que eu levaria em minha mochila. Pergunta um tanto quanto difícil né?! Mas, a resposta tem ficado a cada dia mais clara pra mim!

De tudo o que tenho visto, ouvido e sentido aqui, é difícil escolher algumas coisas pra carregar comigo. Por ser branca e ser mulher, sou bem descriminada. Recebo normalmente um tratamento hostil ou "explorador" (salvo lindas e louváveis exceções). Com isso tenho aprendido demais o sentido de amar incondicionalmente. E é dessa bagagem que eu não pretendo abrir mão. Mesmo que eles não reconheçam. Mesmo que eles não "respondam" positivamente a todos os meus esforços. Eu faria tudo novamente. Na verdade, eu faria muito mais, se assim pudesse.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Diário de uma sexta-feira (parte 2)


Confesso que estou bem cansada, mas eu não podia adiar mais uma vez o tão prometido post acerca dos Talibes. Na verdade, este post não é sobre eles de fato, mas sobre uma prática adotada por eles e que é mais uma das "peculiaridades" da tal sexta-feira em Dakar.
Como eu já comentei aqui, e aqui, os Talibes (meninos "discípulos" dos Marabús) precisam passar o dia nas ruas pedindo dinheiro (que depois será entregue aos seus líderes.
Aí, há um tempo atrás, os meninos resolveram fazer greve (kkkkk pedir esmola já é profissão né?!). Isso mesmo: G.R.E.V.E!
Eles estavam achando que as doações eram muito baixas e, simplesmente, pararam de aceitar doações abaixo de um tal valor. Como as crenças da maior parte do povo aqui determina que eles devem dar esmolas para que recebam recompensas futuras e não castigos, o povo precisava aumentar o valor "ofertado".
Imaginem a cena:
"-Me dá dinheiro?"
"-Sim , pega aqui!"
"-Não, não isso é pouco. Estou de greve, isso eu não aceito. Obrigado"
"-Desculpe menino, com mais esse tanto (já abrindo a carteira) você aceita? Por favor!"

Claro que para nós, brasileiros, a cena é até engraçada né?! Greve dos "arrecadadores de esmola"! Mas, se pensarmos que todos estes -os que estão lucrando por trás desses meninos, os meninos, os pais que os entregaram a estes marabús e os "contribuintes"- são subjulgados, e escravizados por uma falsa-verdade e uma cultura opressora, nossa reação será outra.
Assim como no post anterior, os convido a refletir no que está por trás de tudo isso.

Oremos, mais uma vez, por esta nação.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um sonho possível

Que alegria!
Neste domingo recebemos, aqui em casa, os jovens que trabalham conosco (e que nós trabalhamos com eles, afinal, não sei quem acaba recebendo mais com tudo isso!).
A maior parte deles foi entregue, quando ainda crianças pequenas, a um "marabú" (espécie de líder espiritual) e passou a viver nas ruas pedindo esmolas e alimento. A quantia arrecadada deveria ser repassada ao tal marabú, caso contrário, eles recebiam severos castigos.
Era nessas condições que eles chegavam (e muitos ainda chegam, graças a Deus o trabalho continua!) em nossa "casa de acolha" em busca de novas roupas, alimentos, medicamentos, mas sobretudo de carinho e amor! E que amor que encontravam! O amor de um pai que os ama sobremaneira! Enquanto a crença que lhes ensinaram dizia que eles não eram nada, não mereciam nada e continuariam sendo assim, o Pai os chamou pelo nome e lhes disse: "Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro" Jr 29.11

Ontem, com suas vidas transformadas, amigos, carinho, alimentos e um trabalho digno (e espero ansiosa por escrever contando com mais detalhes esta etapa) muitos puderam compartilhar seus sonhos e esperanças (depois de assistirmos um belo filme e comermos muita pipoca!).

Nosso trabalho atinge quase que em totalidade aos homens (devido a cultura e crenças locais).
Peço (àqueles que partilham da mesma fé que eu) que roguem a Deus para que nos dê estratégias para alcançar também as mulheres.
Esses homens merecem constituírem uma família feliz, né!? Vamos em buscas das "Rebecas"!

Abraços,

sábado, 16 de outubro de 2010

Venha e beba!


Por onde olho ao meu redor, tenho visto “desertos” (inclusive literalmente falando, haja vista a localização do Senegal!). A cultura, o idioma, até mesmo as necessidades deste país me fazem sentir absolutamente impotente, sem saber onde e como agir- como em um deserto. A saudade da família, dos amigos, do namorado, da rotina...

São tantas as pressões e os fatores circunstanciais que, sem que percebamos, nos “secam” fazendo aparecerem “desertos” ao nosso redor. Muitas vezes essas coisas nos sugam tanto, que chegam a sugar até mesmo nossa intimidade com o Pai.

Mas são nesses momentos que podemos ouvir o Espírito Santo de Deus nos convidar a bebermos Dele: “Se alguém está com sede, venha a mim e beba. Porque as escrituras declaram que rios de água viva correrão do íntimo de todo aquele que crer em mim” Jo 7. 37-38.

Se você, assim como eu, já experimentou essa sensação de “seca”, sabe o quão atrativo é este convite. Saber que, por mais que o sol esteja forte, a areia quente e o momento difícil, podemos nos refrescar e renovar Naquele que habita em nós.

Bebamos abundantemente da água que o pai nos oferece!

Deixemos, também, que o fluir destas águas inundem e abundem os desertos que- vez ou outra- precisamos atravessar.

“O segredo é atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no interior da sua alma.”

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Diário de uma sexta-feira


Boa tarde!!!

Hoje faz uma semana que eu estou no Senegal e muita coisa já aconteceu desde então!
Louvado seja Deus!

Hoje é sexta-feira, um dia bem especial para a cultura senegalesa. Aqui, na sexta-feira as pessoas saem de casa muito, mas muito arrumadas (principalmente as mulheres e crianças). Parece que todas estão saindo para uma festa!
Neste dia tem uma importante oração islâmica e, como eu contei, as pessoas lavam as mãos e os pés 3 vezes (cada parte). Os homens precisam lavar também o seu órgão reprodutor (se é que me entendem!) antes de urinarem. Nos locais em que não tem água, eles esfregam nos muros, paredes...para "purificar". Um tanto quanto "estranho" para nós né?!
Depois de "purificados", todos se ajoelham em seus "tapetinhos" e oram. Vale lembrar que somente as mulheres que já estão na menopausa podem orar com os homens. Caso contrário, elas precisam estar separadas.
Eu queria tirar algumas fotos, em especial das mulheres e crianças com suas roupas brilhosas, suas perucas (que é bem comum e "moderno" aqui) e assessórios, mas não consegui ainda. Aqui a fotografia gera duas reações: ou eles ficam muito bravos, ou pedem dinheiro...
Mas não desistirei, em breve vocês terão fotos para que as imagens mostrem o que eu tento transformar em palavras.

A foto acima é em meu trajeto para a churrascaria (ministério que eu já expliquei em um dos primeiros posts). Quando eu passo, as crianças ficam na minha volta: "-Bonjour "tubab"...para elas é o máximo receber o "oi" de uma branca. Ainda fico meio sem reação diante dessas coisas, mas oro para que o Senhor me use para Seu testemunho e glória.

Abraços,
Sabrina

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Bonjour

Bom dia!
Aí vai uma fotinho da minha padaria. Será difícil vocês me identificarem, afinal, eu me pareço muito com os vizinhos, né?!



De fato, não existe lugar mais agradável que o centro da vontade do Pai. Estou muito feliz!
Louvo ao Senhor pela vida de cada um de vocês, que me acompanham nessa jornada.

Então a nossa boca encheu-se de riso, e a nossa língua de cantos de alegria. Até nas outras nações se dizia: "O Senhor fez coisas grandiosas por este povo".

Abraços,
Sabrina

sábado, 2 de outubro de 2010

Fotos e Fatos

O dia hoje foi muito agradável.
O calor (quase insuportável) e o fato de ser a folga de alguns membros da missão aqui, levou-nos à praia- ótima, diga-se de passagem- lá, pudemos, além de desfrutar da sombra e água fresca (literalmente) nos conhecemos melhor e conversamos bastante sobre idéias, projetos e etc...
Na praia também pude ver coisas diferentes (e até engraçadas). Uma boa experiência.
Encontrei também outros missionários brasileiros (até pq eram os únicos brancos de toda a praia). Foi um prazer conhecer esses servos de Deus!
Vendedor na praia

Chegando da praia, mais uma "surpresa". A rua da minha casa estava fechada (observem a lona na foto)! Está (neste exato momento) acontecendo uma festa/ritual islamica e animista. O clima é bem tenso, muuuito barulho e muitos gritos (muitos mesmo).
Eles ficam horas e horas dançando e gritando. Parecem estar em transe.
Orem para que o Senhor nos proteja de todo o mal. E orem também para que esse povo possa conhecer a verdade que os libertará de toda essa prisão- que os exige tantos sacrifícios..


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

À primeira vista!

Oi Gente!
Primeiro post já na "terra prometida"!
Que alegria (e que calor!!!).
Muito obrigada pelas orações! Continuemos firmes.

Cheguei nesta madrugada e já fui impactada por diversas "cenas" que presenciei.
Além de todo o "caos" da chegada (mas que eu já havia sido bem avisada), quando chegamos, tinha pelo menos 10 meninos dormindo na calçada em frente a minha casinha.
Outra coisa que eu sempre ouvi falar e sempre tentei imaginar era os tais "chamados para oração". Estava caminhando por uma rua bem movimentada e percebi que todos lavavam seus pés com uma garrafinha de água (momento da purificação), logo depois, as mesquitas começam a tocar e há uns gritos por toda a parte, até que todos se ajoelham em seus respectivos tapetes e ficam por um bom tempo repetindo suas orações.
No mínimo "diferente", né?! Ao menos para nós, brasileiros. Para mim, bem opressor.
Hoje, sexta-feira, também é o dia da esmola. Mas, essa história merece um post exclusivo. Prometo escrever com detalhes!

A foto acima é da esquina da minha casa. A rua toda é cheia de ovelhas, cabritos, roupas pela calçada, crianças (que ficam gritando enlouquecidas "tubab" quando alguém branco- como eu- aparece). Enfim, tudo é muito diferente e eu estou muito animada e com expectativas no que Deus tem pra fazer aqui.

Abraço forte,
Sabrina Dummer