Pesquisar este blog
sábado, 6 de novembro de 2010
Pensando na vida, cumprindo a missão
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Suficientemente crianças

Se tivesse que, em uma palavra, descrever minha impressão a cerca do Senegal e dos trabalhos que desenvolvemos diria: Necessidade! E, quanta necessidade! Diante disso, tenho (com muita freqüência) o sentimento de incapacidade e impotência. Há tanto para ser feito! Tantas “urgências” que eu me vejo sem idéias, sem saber o que fazer. Quando sei o que fazer, sou impedida pelas condições financeiras. Quando tenho os dois, faltam “trabalhadores”. Quando há estes, sou surpreendida por alguma barreira cultural e, novamente me vejo sem idéias, sem saber o que fazer. Quando sei o que fazer... E, assim sucessiva e (quase que) constantemente!
Hoje, em um maravilhoso tempo de desabafos, consolo e refrigério (desabafos por minha conta. Consolo e refrigério da parte Daquele que é amor) meditei em uma palavra que me fez lembrar o meu papel, que não é resolver os problemas que (sempre) insistem em aparecer. O meu papel, Naquele que me chamou, é- como uma criança- confiar.
“O grande problema do trabalho missionário é que o chamado de Deus seja ofuscado pelos problemas das pessoas a ponto de a compaixão humana se sobrepor totalmente ao fato de termos sido enviados por Jesus. Os problemas são tão tremendos, as condições nos deixam tão perplexos, que todas as nossas idéias vacilam e falham” (Tudo para Ele, 26/10). Nossa compaixão deve ser fruto de um coração sensível ao Espírito Santo, e nosso trabalho deve ser o resultado de uma vida de devoção e obediência à voz Daquele que mais amou a humanidade - a ponto de entregar Seu único filho por ela.
Quando me maravilho com os projetos, trabalhos, milagres, prodígios e maravilhas realizados no passado, percebo que não posso creditar nada à sabedoria ou capacidade humana, pois sempre que tentaram agir sozinhos vacilaram. Devo atribuir tudo à orientação divina, através de pessoas humildes que foram suficientemente crianças para confiar na sabedoria de Deus.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Diário de uma sexta-feira (parte 2)

Confesso que estou bem cansada, mas eu não podia adiar mais uma vez o tão prometido post acerca dos Talibes. Na verdade, este post não é sobre eles de fato, mas sobre uma prática adotada por eles e que é mais uma das "peculiaridades" da tal sexta-feira em Dakar.quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Agora é que são elas!
No último post falei muito a respeito dos meninos (que já estão se tornando homens!). Neste, nada mais justo do que contar um pouquinho a cerca das mulheres (até porque assim, a oração daqueles que aceitaram o convite anterior pode ser mais específica!)segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Um sonho possível
sábado, 16 de outubro de 2010
Venha e beba!

Por onde olho ao meu redor, tenho visto “desertos” (inclusive literalmente falando, haja vista a localização do Senegal!). A cultura, o idioma, até mesmo as necessidades deste país me fazem sentir absolutamente impotente, sem saber onde e como agir- como em um deserto. A saudade da família, dos amigos, do namorado, da rotina...
São tantas as pressões e os fatores circunstanciais que, sem que percebamos, nos “secam” fazendo aparecerem “desertos” ao nosso redor. Muitas vezes essas coisas nos sugam tanto, que chegam a sugar até mesmo nossa intimidade com o Pai.
Mas são nesses momentos que podemos ouvir o Espírito Santo de Deus nos convidar a bebermos Dele: “Se alguém está com sede, venha a mim e beba. Porque as escrituras declaram que rios de água viva correrão do íntimo de todo aquele que crer em mim” Jo 7. 37-38.
Se você, assim como eu, já experimentou essa sensação de “seca”, sabe o quão atrativo é este convite. Saber que, por mais que o sol esteja forte, a areia quente e o momento difícil, podemos nos refrescar e renovar Naquele que habita em nós.
Bebamos abundantemente da água que o pai nos oferece!
Deixemos, também, que o fluir destas águas inundem e abundem os desertos que- vez ou outra- precisamos atravessar.